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‘Testamento’ da cantora carioca Dora Lopes é reaberto depois de 43 anos

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Em 1974, ano em que completou 52 anos de vida, a cantora e compositora carioca Dora Lopes (6 de novembro de 1922 – 24 de dezembro de 1983) fez no quarto álbum o que caracterizou como “testamento musical” em fala inserida no samba Ponto de encontro (Dora Lopes e Clayton Werre). Uma das primeiras cantoras assumidamente homossexuais da música brasileira, Dora Freitas Lopes somente sairia de cena em 1983, aos 61 anos. Mas versou muito sobre a finitude neste disco lançado em 1974 pela extinta gravadora RGE e intitulado justamente Testamento.

Relançado pela primeira vez no formato de CD neste ano de 2017, em edição do selo Discobertas, Testamento é essencialmente um (bom) disco de samba, gênero que norteou a carreira desta cantora cuja trajetória musical foi iniciada na noite carioca há 70 anos, em 1947. No samba que abre o disco, Se eu morrer amanhã, está tudo certo (Dora Lopes, Conde Fernete e Jony Santos), a cantora já deu o tom deste álbum em que Dora prestou tributo póstumo à memória de Dalva de Oliveira (1917 – 1972) – emblemática cantora paulista de era do rádio que havia saído de cena há somente dois anos – na marcha-rancho Oração a Dalva (Dora Lopes, Norberto Pereira e José Costa).

O repertório do álbum Testamento inclui regravação de Samba da madrugada (Dora Lopes, Carminha Mascarenhas e Herotides José Nascimento, 1962), um dos maiores sucessos da cantora cuja letra também fala de morte. Na faixa Homenagem (Dora Lopes), a cantora apresenta os músicos do disco em espécie de jam feita na cadência do samba. A apresentação continua na introdução do samba Tomando mais uma (Dora Lopes, Conde Fernete e Jony Santos).

Dora Lopes, cuja carreira fonográfica tinha sido iniciada em 1948 com disco de 78 rotações por minuto lançado pela gravadora Star, ainda lançou mais um álbum após Testamento, Esta é minha filosofia (Tapecar, 1976). Produzido por Chil Deberto, cujo texto publicado na contracapa do LP original de 1974 reaparece quase ilegível na reprodução da edição em CD de Testamento, o álbum de 1974 soa, contudo, como a despedida desta cantora boêmia de voz calorosa que se autodefiniu no disco como “branca por fora e crioula por dentro”. Vale a pena reabrir esse Testamento feito por Dora Lopes há 43 anos.

(Crédito da imagem: capa do álbum Testamento, de Dora Lopes)
96 FM.

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